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sábado, 16 de janeiro de 2016

RESPINGOS DE PRATA.

Outro dia me olhei num espelho
E perguntei a ele, o que o tempo fez comigo?
Ele respondeu: "O tempo não faz nada, ele passa
devagar, acaricia almas."
Depois, recria os espelhos.



sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Maria, bela maria, que caminhavas ao vento
da minha cidade querida. Dama da noite perdida,
nos cabarés, borbulhantes, procuravas mil amores
sem conseguir encontrá-los.
Sentavas às mesas dos bares e conversavas comigo
as coisas da tua vida e após um gole e outro,
partias para o teu destino.
E eu, tentava entender as coisas que não entendia.
Maria bela Maria, que caminhavas ao vento 
da minha cidade querida. Nunca mais te encontrei.
Talvez andes nos portos, nos braços de marinheiros
que não entendem o que dizes. Apenas abraços e beijos
que levas para a casa e relembras no outro dia, gosto amargo.
Maria, bela Maria que caminhavas ao vento
da minha cidade querida. Nunca mais te esqueci. 
És parte dos pensamentos, bebidos nas mesas dos bares, 
dos risos, dos cantos, dos prantos.
És parte da minha saudade, é parte do meu passado.
Maria, bela Maria, onde andarás gora? Talvez aos ventos...




segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Cheguei em casa agora, 
Encontrei um broto de flor,
Que plantei faz algum tempo.
Nasceu rósea, delicada,
Vou cuidá-la com carinho,
Cantar ao lado dela, baixinho...
Ela se abrirá feliz!
Minha flor é o meu amor,
E eu, sou o grande amor dela!

domingo, 6 de dezembro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

E quando te encontrei, faceira,
dançando com outro na festa,
parti para a minha seresta,
amanheci na quarta feira.
Passou quinta, passou sexta.
E, quando voltei ao baile,
num sábado, enluarado, encontrei
uma loirinha me olhando, sorrindo
faceira, fui tirá-la para dançar.
Colei meu rosto no dela, apertei-a
no meu peito. E, se ainda penso direito,
olhei para a moça passada, (dançando
com outro na festa). Com cara feia me me olhava.
E a loirinha querida me acariciava.
Apertei-a mais no peito, a outra me olhou
de um jeito, pegou seu casaco bonito
e foi procurar outro baile.



RESPINGOS DE PRATA.

Achei meu canto perdido,
nas calçadas, nas madrugadas,
segui cantando baixinho a letra
que havia esquecido e segui
pela noite adentro.
Amanheci, beira de cais.
Cantei meu canto perdido,
falando em lua, amor e mar. 
Fui seguindo pelas ruas,
segui pela cidade a fora,
fui embora e esqueci de voltar.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

No meu Cassino encantado, onde vivi guri, ajudando pescadores com as redes do dia a dia,
ganhava cotas de peixes trocando-as no Ponto Chique, por arroz, açúcar, feijão, café e algum naco de charque. Era bom viver assim.
Nas noites de céu escuro saia a pescar linguados, lanternas de carbureto e fisgas de arame de obras.
Quantos com a tal fisga eu pesquei!
Depois, cansado deitava ao pé dos comoros e dormia, coberto num manto de céu.
Acordava com o sol saindo e os ruídos das lebres, tuco tucos, lagartos e pássaros cantadores.
Seguia então para a escola, na entrada da Vila Siqueira, não lembro mais o nome.
Fui feliz dessa maneira e hoje sinto saudade daquela vida sem hora, vivida entre as areias, os pés enfiados no mar. 
Hoje a saudade é grande!
Fui dono de mim menino, coisa que não explico. Aprendi gosto de sal, de vento de maresia, me formei em solidão.
E assim cresci,  tornei-me um homem. Fui forjado à beira do mar!


sexta-feira, 20 de novembro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Te guardei, em segredo,
pelo tempo todo
na trilhas da minha vida.
Nas trilhas da minha vida,
me perdi de ti.
E o meu segredo se fez,
saudade.


quinta-feira, 19 de novembro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

E lá na cidade antiga,
encontrava a doce menina,
andando na rua fria.
Eu a seguia ligeiro, sentindo
no ar, cheirinho de alfazema
fresca, delicada.
Envolvente cheiro de amor!
Pertinho de casa um olhar furtivo.
nos meus olhos.
Nunca mais a encontrei.
Até hoje, ao passar na rua fria,
lembro dos olhos de céu,
do cheirinho de alfazema
fresca, delicada, envolvente.
Procurei-a por todo o tempo
mas foi para longe de mim.
O cheirinho de alfazema
fresca, delicada hoje é saudade
imensa.
Em que lugar do mundo andará
os olhos de céu?
Saudades.


quarta-feira, 18 de novembro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Navego em águas, agitadas, complicadas.
Ventos fortes, noites escuras levam o meu sono.
Sigo rumos, sem bússola, mal calculados, errados.
Que as as estrelas Ursa me façam, logo, voltar.
Meu porto, meu cais curtiram a minha partida,
Querem que eu volte, que eu retorne ligeiro.
Vou procurar novos rumos. O sol me fará voltar.
Quem sabe os ventos, nas velas enfunadas, 
se tornem camaradas e me me orientem o norte
novamente. Vamos meu barco vamos, segue os
rumos do horizonte, segue os conselhos do mar.
Leva-me de volta aos braços da velha alegria.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

E quando acordei na noite, pós
anestesia, que me  maltratava,
num clarão enxerguei teu rosto
Iliuminado, como sempre sorrias.
Beijaste meus olhos e depois te foste.
Entendi aí, o sucesso da grande cirurgia.


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Uma estrela maior que o sol,
brilha ao leste do Cruzeiro do Sul.
Longe, desaparece no universo.
Alfa centauro, a estrela guia 
que cuidou e cuida de mim.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

"O céu, a noite, a lua,
O mar, uma ilha 
E nessa ilha tu.
Ou apenas tu, 
Sem o céu, sem a noite,
Sem a lua, sem o mar,
Sem a ilha."

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Ai, a madrugada que ouviu meu canto,
cantou comigo todo o seu encanto,
e agora encanta o meu amanhecer.
Pela noite toda me acompanhou,
me acarinhou, o dia então se alegrou,
como quem quer ouvir tudo de novo.
Ai, a madrugada que ouviu meu canto,
cantou comigo todo o seu encanto,
e agora encanta o meu amanhecer.
Vou querer o dia chegando de manso
meu canto vai trazer a noite toda,
para encantar as outras madrugadas.
Ai, a madrugada que ouviu meu canto
Trouxe de volta  a tua alegria,
o teu carinho todo o teu amor.
Fica aqui comigo, pela noite toda
Quero carinhos, beijos de amor.
Quero acordar no teu amanhecer.


sábado, 10 de outubro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Passaste perto de mim,
Sentiste meu amor por ti.
Ficaste alegre e calada.
E foste embora de nim.
Quero que voltes agora.
Fica perto do meu peito,
Fala bem perto de mim.
Beija minha boca dengosa,
Carinhosa, de beijos sem fim.



RESPINGOS DE PRATA.

Foi um amor, que chegou, ligeiro,
querido, faceiro, perto de mim.
Chegou assim, à vontade, cantou,
e dormiu ao meu lado.
Acordou ligeiro! Perto de mim.
Amores alegres, assim, são amores
passageiros. chegam e partem
ligeiro.
Que sigam pelas estradas, pelos tempos.
Pelos carinhos sem fim.




segunda-feira, 5 de outubro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Essas moças, belas moças.
Dos meus carinhos sem fim.
Essas moças que cantavam, 
Músicas lindas pra mim.
Os meus sonhos, escutavam
Os violões, tocando, assim...
Eu sonhando, ouvia versos,
Carinhos perto de mim.
Essas moças, belas moças.
Dos meus amores, sem fim.


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Era um jovem que na praia,
ouvia o silencio do mar,
O horizonte sem fim, 
a brisa fresca na cara, a
areia tocando mansa.
Procurava o fim do mar, 
Sem encontrar.
O tempo passou ligeiro e procurando
o horizonte, envelheceu a esperar.
Nunca mais voltou à praia, passou pela vida
A sonhar, passou pela vida a esperar.
O grande amor esperado, morava, 
Muito além do fim do mar...

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Hoje, lembrei, teus beijos,
Das noites que te amei.
Lembrei carinhos, teu corpo,
Tuas mãos em mim.
Teu sono, deitado no  peito,
falaram segredos nossos.
Hoje, lembrei dos teus beijos,
Das noites de tanto amor.
Saudade louca, Sem os teus carinhos.
Tuas mãos em mim me fazendo quieto,
Teus sonhos, segredos sem fim.
Outra anda perto de mim.
Muito perto de mim.
Mas a saudade malvada, de ti
não acaba, fica guardada, 
dentro de mim.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

ESCRITO PARA UM GRANDE POETA DA MÚSICA.
Olhar envelhecido, ouvido esperto, sorriso delicado, 
dedos desgastados pelo aço das cordas das guitarras. 
Lembrando as letras das  músicas, companheiras das 
vidas dos cantadores. Tocavas para os amigos,
sentado, à mesa do bar, com a turma que ouvia
o teu passado tão presente. Amigos quietos, ouvintes inveterados, 
dos dó, ré e sei lá, as outras notas tocadas pelo grande mestre.
Todos degustavam as histórias, contadas por ti.
Um dia, te foste. Partiste de manso, não avisaste ninguém.
Foste embora, após  um mi bemol, da última manhã, dos contos, 
encantos e cantos. 
Um abraço meu amigo, não tiveste tempo de te
despedir de nós. Partiste com os carinhos das mesas 
do bar e dos ouvidos quietos que quietos ouviam as histórias,
as harmonias, musicais sem fim, mais os teu acordes dissonantes. 
Um abraço, grande amigo, de todos nós. 
Os amigos da mesa do bar, continuarão por muito tempo sem esquecer de ti, 
grande mestre, grande companheiro.
A mesa , ao lado da porta de entrada do bar, continuará só, amigo
RAUL LIMA.




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terça-feira, 15 de setembro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

E o meu barco sem destino,
Procurou portos seguros, sem encontrar.
Um dia, aportou em algum lugar, cantou,
Fez versos, depois navegou em alto mar
Pelas noites sem fim.
E o meu barco sem destino,
continuou assim. Resolveu não voltar.