E lá na cidade antiga, encontrava a doce menina, andando na rua fria. Eu a seguia ligeiro, sentindo no ar, cheirinho de alfazema fresca, delicada. Envolvente cheiro de amor! Pertinho de casa um olhar furtivo. nos meus olhos. Nunca mais a encontrei. Até hoje, ao passar na rua fria, lembro dos olhos de céu, do cheirinho de alfazema fresca, delicada, envolvente. Procurei-a por todo o tempo mas foi para longe de mim. O cheirinho de alfazema fresca, delicada hoje é saudade imensa. Em que lugar do mundo andará os olhos de céu? Saudades.
Navego em águas, agitadas, complicadas. Ventos fortes, noites escuras levam o meu sono. Sigo rumos, sem bússola, mal calculados, errados. Que as as estrelas Ursa me façam, logo, voltar. Meu porto, meu cais curtiram a minha partida, Querem que eu volte, que eu retorne ligeiro. Vou procurar novos rumos. O sol me fará voltar. Quem sabe os ventos, nas velas enfunadas, se tornem camaradas e me me orientem o norte novamente. Vamos meu barco vamos, segue os rumos do horizonte, segue os conselhos do mar. Leva-me de volta aos braços da velha alegria.
E quando acordei na noite, pós
anestesia, que me maltratava,
num clarão enxerguei teu rosto
Iliuminado, como sempre sorrias.
Beijaste meus olhos e depois te foste.
Entendi aí, o sucesso da grande cirurgia.