quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Yachts bustle for a good line at the start of the Big Boat Challenge in Sydney, Australia, Tuesday, Dec. 16, 2008. The Big Boat Challenge was a warm up race and a chance for the Maxi Yachts to test their boats ahead of the Sydney To Hobart Yacht Race.

(AP Photo/Rob Griffith)

Respingos de Prata XV

Não devemos nos aprofundar
nas almas que encontramos à toa.
Às vezes são almas diferentes, complicadas.
Contento-me em amá-las ao longe.
Sonhos assim, não nos deixarão impunes no futuro.
Um dia, eles nos farão escravos do tempo
e da solidão.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

RECEITA: Ceviche Tradicional

Para 4 porções

INGREDIENTES

*1 quilo de filé de peixe branco sem pele (linguado ou corvina)
*Sal a gosto
*1 xícara de suco de limão taiti fresco
*1/2 colher de chá de sal
*1 cabeça de alho pequena, picada finamente
*1 ou 2 pimentas tipo aji amarillo (pimenta peruana amarela) frescos, sem sementes e picados finamente (pode ser substituída por pimenta-dedo-de-moça)
*1 colher de chá de salsinha picada
*1 colher de chá de coentro picado
*1 cebola roxa média picada em rodelas finas

MODO DE PREPARO

Corte o peixe em tiras de 4 cm de comprimento por 1,5 cm de largura e mergulhe-as em tiras de água levemente salgada por uma hora. Drene bem a água. Coloque o peixe em uma vasilha, misture o suco de limão com cuidado. Adicione o sal, o alho, o ají e deixe na geladeira de 15 a 20 minutos. Misture a salsinha, o coentro e a cebola logo antes de servir.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

The Maltese Falcon, a clipper sailing luxury yacht owned by U.S. venture capitalist Tom Perkins, sails into San Francisco Bay September 27, 2008. At 289.1 feet (88 metres), the vessel is one of the largest privately owned sailing yachts in the world.

(REUTERS/Robert Galbraith)

Respingos de Prata XIV

Nessa madrugada,
os pássaros cantarão mais tarde
e, as flores não se abrirão mais cedo.
Manterei a noite entrando pelo dia
até que o nosso amor, se complete.

domingo, 26 de dezembro de 2010

RECEITA: Pimentões Recheados à Moda Húngara

Para 12 porções

INGREDIENTES

*12 a 15 pimentões verdes ou vermelhos

Para o recheio:
*500 g de lombo de porco moído
*500 g de carne bovina de primeira moída
*2 ou 3 xícaras de sobras de arroz cozido
*1 cebola grande bem picada
*2 dentes de alho bem picados
*1 ovo
*Sal o quanto baste
*Pimenta do reino a gosto

Para o molho:
*Água o suficiente
*2 xícaras de farinha de trigo
*2 xícaras de banha de porco ou óleo
*1 lata média de extrato de tomate
*4 colheres de sopa de açúcar ou a gosto
*Sal o quanto baste
*3 colheres de sopa de páprica picante (ou doce, se preferir)
*1 folha de louro

MODO DE PREPARO

1. Faça um corte circular na haste dos pimentões e com o auxílio de uma colher remova todas as sementes
2. Reserve
3. Misture muito bem todos os ingredientes do recheio e encha os pimentões sem socar demais e reserve
4. Leve ao fogo uma panela bem grande, onde caibam todos os pimentões, coloque a banha (ou óleo), junte a farinha e vá mexendo até a farinha ficar bem dourada
5. Junte cerca de 1 litro de água, mexendo rapidamente
6. Coloque a folha de louro, o extrato de tomate, o açúcar, o sal e a páprica
7. Mexa bem para que tudo se dissolva
8. Coloque um a um os pimentões e encha a panela com água o suficiente para cobrir os pimentões e não mexa mais durante o cozimento
9. Quando começar a ferver baixe o fogo, deixe a panela semi-tampada e conte 50 minutos
10. Sirva em seguida
11. Dicas: Este prato é uma refeição única, que minha avó trouxe da Hungria em 1920 e nos servia acompanhado de pão
12. Coloque um pimentão no prato, "corte-o" com uma colher espalhe o caldo por cima
13. Bom apetite
14. Na receita original uso banha
15. Com óleo, o sabor é outro
16. Este caldo deve ser levemente adocicado
17. Então, durante o cozimento, prove e acrescente mais açúcar, se gostar
18. A páprica picante deixa o prato mais "húngaro", mas não chega a ficar ardido
19. Obs: Se sobrar recheio, faça bolinhas (como almôndegas) e coloque no caldo para cozinhar junto

sábado, 18 de dezembro de 2010

Classic yachts sail in the bay of Cannes, southeastern France, during the 30th Régates Royales of Cannes, Thursday, Sept. 25, 2008. The Régates Royales was the focal point of the season with more than 150 crews sailing on 10 to 50 meter long classic yachts.

(AP Photo/Lionel Cironneau)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Respingos de Prata XIII


Sinto saudade de campo,
de vento queimando, no rosto,
de Pampa, plano e sereno,
dizendo velhas historias,
no meio dessas coxilhas.
A solidão é tão grande,
que eu não consigo explicar...
Minha saudade é tamanha,
do tempo, ainda criança,
da terra branca e geada,
palpitando na lembrança.
A solidão desses campos,
é de beleza infinita.
Espero que se mantenham,
por todo o tempo, futuro.
Não sei se meus netos verão.
Tem gente que não acredita...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Tall ships take part in the so-called Windjammerparade tall ship parade at the Kieler Woche sailing event on June 28, 2008 at the port of Kiel, northern Germany. Organisers of the Kieler Woche (Kiel Week), one of the biggest sailing events in the world, expected more than three million visitors from 70 countries.

(ROLAND MAGUNIA/AFP/Getty Images)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Respingos de Prata XII

Aquele anjo
Brilhava tanto, tanto,
Que seu brilho intenso
Não o deixou perceber,
Que tu passavas perto
E, que brilhavas muito mais que ele.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Sobre Queijos

Para aproveitar todo o sabor do queijo é importante alguns cuidados na compra, na manipulação e no armazenamento, mas o principal é conhecer cada um deles. E para conhecer é preciso experimentar.
Qualquer que seja o tipo de queijo, a matéria-prima é uma só: o leite, que pode ser de vaca, de ovelha, de cabra e de búfala.
Como acontece com os vinhos, as condições climáticas e geológicas têm influência no sabor e no estilo do queijo, já que determinam a forma como o animal é criado e alimentado.
Assim, seu leite terá características específicas e irá determinar o sabor final do queijo.
A quantidade de gordura do leite, integral, semidesnatado, desnatado ou enriquecido com nata, resulta em diferentes tipos de queijo.
Em alguns casos se usa o leite cru, não-pasteurizado (cada vez menos comum), como no caso do queijo Taleggio do norte da Itália e a mistura de diferentes tipos de leite; de cabra, vaca e ovelha.
A quantidade de água que se elimina no processo de produção do queijo determina a maciez, o tipo de casca e o mofo que irá se desenvolver no queijo. A casca é um dos primeiros aspectos a se avaliar em um queijo.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Videos: "My Way"





Ben Ainslie with the JP Morgan Extreme 40 sailing team sail the Extreme 40 catamaran on the River Thames to celebrate Ben Ainslie's triple Olympic gold medal success on September 5, 2008 in London, England.

(Cate Gillon/Getty Images)

Respingos de Prata XI


Folhas de outono,
despencando lentas, amareladas.
Plátanos solenes, que na meninice
guardei na alma com as ilusões do tempo.
E tu, bela menina, passeando ao vento,
não sabias que eu ali, passava em
algum momento.
Querendo, dizer-te tantas coisas,
mas, era tarde demais, para dizê-las.
Não esqueço, teu rosto lindo.

domingo, 28 de novembro de 2010

VÍDEO: Miltinho e ED Motta - "Meu nome é ninguém"


Meu filho Leonardo

Campeoinato Sulamericano de Optimist em Montevidéu

Campeonato mundial de Soling:em Buenos Aires

Velejando pelo  Guaíba com o seu barco Noa Noa

Passeando no Guaíba com amigos

Transladando veleiro para Salvador

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A red-sailed ship is seen sailing toward Salisbury Beach, Massachusetts on July 9th, 2008

(Boston Globe)

Respingos de Prata X

Essa chuva, esse frio
chegando devagar
machucam a alma.
Noite gelada, músicas frias,
livros úmidos e malandros,
que não saem das prateleiras.
Chato, tudo, muito, chato.
Nada que uma conversa, sem rumo,
e um Cabernet Sauvignon,
não resolvam pela noite a dentro.

VIDEO: Carlos Gardel - El dia que me quieras - Tango


Respingos de Prata IX

Chora bandoneon, chora.
Chora tuas lágrimas tangueiras.
Levanta a sala de dança
e faz renascer Gardel.
Eleva, a alma dessa gente
que a nostalgia  criou.
Asi, se baila el tango!                                                                            
Chora bandoneon, chora.
Por una cabeça, Volver...
Faz-nos almas castelhanas,
pelo menos, essa noite.
Agora, baixa a luz, da sala.
Quero dançar com ela
El dia que me quieras.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Australian supermaxi "Wild Oats XI", skippered by Mark Richards, is seen sailing past Tasman Island at sunrise as it approached the finish line of the 64th annual 628-nautical mile Sydney Hobart Yacht Race on December 28, 2008. "Wild Oats XI" won Australia's premier blue water classic for a record fourth consecutive year in an elapsed time of one day, 20 hours, 34 minutes and 14 seconds.

(DANIEL FORSTER/AFP/Getty Images)

Respingos de Prata VIII

Pensar na minha terra é voltar devagar no tempo,
é galopar no vento e enlaçar a saudade dentro do peito.
Saudade de maresia, de areia grudada no pé,
de olhar perdido no mar, de velas içadas
e arriadas no cais, das torres das igrejas,
dos casarios antigos, da meninice solta,
da juventude passada e repassada nas ruas estreitas,
dos amores sabidos apenas por um
ou vividos, intensamente, pelos dois.
Ah minha terra! Quisera te reencontrar, intacta,
com os amigos  de sempre.
Na esquina famosa, no futebol, nas quermesses
dos colégios, nas reuniões dançantes das tardes
domingueiras, enfim, queria, apenas, te reencontrar igual.
Caminhar e caminhar nas ruas planas até cansar
e descansar na praça, com o vento leste a soprar
nas oliveiras.
Pensar na minha terra é voltar devagar no tempo
E dele, não sair, jamais.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

The Ericsson Racing Team - Ericsson 4 sails during the start of the first leg of the Volvo Ocean Race from Alicante to Cape Town on October 11, 2008 in Alicante, Spain. The fleet of eight teams participating in the Volvo Ocean Race will race arround the world over ten legs to finish in St Petersburg in late June, 2009.

(Jasper Juinen/Getty Images)

Respingos de Prata VII

Em meio a essas dunas,
entre ondas, crepúsculos e ventos,
roubo teus beijos alucinados.
De longe, gargalham pedras de molhe
que reverenciam a cena.
Respingos de espumas insinuantes
Refrescam o nosso amor intenso
e, as marés silenciosas, coniventes,
falam baixinho, que enlevarão o meu sono,
que a noite, não me cobrirá de abandono.
Tenho nos braços a filha do mar, senhora da praia,
companheira do tempo
Amarra perpétua da minha alma.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

The tall ships Lady Washington, right, and Hawaiian Chieftain, left, sail on San Francisco Bay, Monday, Oct. 20, 2008. The tall ships arrived from Grays Harbor, Wash., and were on an educational visit to the Bay area.

(AP Photo/Eric Risberg)

Respingos de Prata VI

Farol de Sarita, perdido no tempo,
no espaço silencio,
entre o mar e a lagoa.
Das historias passadas,
das ressacadas,
dos ventos endiabrados,
dos faroleiros solitários,
dos céus estrelados,
das pescarias,
das noites de calmarias,
das noites frias.
Farol de Sarita, das naus insensatas,
que deram na praia.
Grande, saudade, que a solidão criou.
E, as historias, que dele eu sei,
um dia as contarei,
somente, ao mar.

domingo, 17 de outubro de 2010

Richard Branson's boat "Virgin Money" sails in the ocean after departing New York, in an attempt to break the transatlantic mono-hull sailing record, October 22, 2008. About 30 hours into the voyage, the crew started having problems and ripped the boat's main sail. Not long after that, the voyage was aborted.

(REUTERS/Chip East)

Respingos de Prata V

Somente, o vento, o mar, a lua
E as estrelas não me bastam mais.
Falta-me , o brilho dos teus olhos verdes,
Refletidos do oceano da minha saudade.
Lá, nas praias do sul, no sul da minha vida.

VÍDEO: What a Wonderful World - Louis Armstrong

video

Respingos de Prata IV

Onde andarão,
meus sonhos de verão?
Talvez aos ventos,
talvez ao mar
ou no acalento das dunas
ou observando, no horizonte,
velames de saudade.
The 100-strong fleet sail past the historic three-masted clipper "James Craig" after the start of the annual 628 nautical mile Sydney Hobart Yacht Race onDecember26, 2008.

(TORSTEN BLACKWOOD/AFP/Getty Images)

Respingos de Prata III

Vamos meu barco, vamos,
a procura da saudade,
deixada em algum lugar.
Abre bem, as tuas velas
e deixa que o vento amigo,
nos leve a poentes distantes,
em noites silenciosas.
Vamos meu barco, vamos,
segue a esteira do luar,
pega o rumo das estrelas,
segue os conselhos do vento.
A saudade é logo ali,
logo, depois do horizonte.
Vamos meu barco vamos,
ouve a voz que fala alto,
segue os conselhos do mar!
A crew member of the Puma racing team pulls in a sail during the Volvo Ocean in-port race in Alicante, Spain, Saturday Oct. 4, 2008. The 2008-09 Volvo Ocean Race, Covering 10 legs and 36,995 nautical miles, started Oct. 11 in Alicante and is scheduled to end in St. Petersburg, Russia, on June 27, 2009.

(AP Photo/Alberto Saiz)

domingo, 10 de outubro de 2010

Respingos de Prata II

Sou solitário que fala, sempre,
Essas coisas de paixão, de mar.
Divagando, nas horas vagas e tardias,
Que passam, anônimas, levando
A noite pela mão, aos sonhos de saudade.
Solidão assim, é boa companheira do tempo,
É sábia, que orienta o vento e o rumo
Das grandes navegadas
The 100-strong fleet sail past the historic three-masted clipper "James Craig" after the start of the annual 628 nautical mile Sydney Hobart Yacht Race on December 26, 2008.

TORSTEN BLACKWOOD/AFP/Getty Images

Respingos de Prata I

Ouço ao longe o mar, o vento.
A dura solidão aqui palpita
e a amplitude, gigante, se agita.
Na minha memória perpétua,
uma saudade imensa, se junta a tudo.
Aos sonhos, aos amores, ao que passou, enfim...
Sou refém eterno no farol do tempo,
sou cativo e preso ao que fugiu de mim.

DICIONÁRIO NÁUTICO - Verbete D

DRAGA: Tipo de embarcação própria para retirar material do fundo, especialmente no aprofundamento de canais de acesso a portos.

DICIONÁRIO NÁUTICO - Verbete C

CABINA: Alojamento destinado ao comandante, oficiais ou passageiros de um barco. O mesmo que câmara.

CABO: Denominação dada à corda de uso náutico.

CABOTAGEM: Antigamente o termo restringia-se à navegação costeira. Posteriormente a cabotagem dividiu-se entre pequena e grande. A pequena cabotagem refere-se, ainda, à navegação costeira e a grande cabotagem a navegação de longo curso.

CABRESTANTE: Aparelho de forma cilíndrica com eixo vertical, que desprovido de motor, é acionado pela força física de homens ou animais, de modo, a enrolar cabos ou tracionar pesos.

CAÇAR: Ato de puxar a escota de uma vela, no senti do de melhorar sua exposição ao vento.

CADERNAL: É um moitão com dois ou três gornes (roldanas).

CHACREIRA: Tipo de canoas de pranchões com convés. Pode ter cabina para comando. Usada para transportes de cargas. No passado era uma embarcação muito comum no Sul do Estado do Rio Grande do Sul, atualmente quase desaparecida da navegação. Consta que o nome "chacreira", como era chamada no Sul do Estado, seja derivado do fato que essas embarcações carregavam hortaliças e demais produtos das chácaras de agricultores portugueses nas ilhas próximas a cidade do Rio Grande, para onde demandavam em busca do mercado.

CALADO: É a profundidade de água necessária para a flutuação de um barco. Distância que vai da linha da água até a parte inferior da quilha.

CAMBADA: Virada de bordo de um veleiro, recebendo vento pela popa. O mesmo que jibe.

CARAMANCHÃO: Denominação dada nos antigos iates ao espaço à popa, onde fica o timão ou roda de leme. É o local onde ficam os aparelhos de governo da embarcação e seu centro de comando. Equivale ao cockipt dos modernos iates de lazer.

CARTANÁUTICA: Representação gráfica de uma área de águas navegáveis. Mostra os meridianos de latitude e longitude. Informa os navegadores sobre a profundidade das águas, faróis, bóias, perigos submersos, etc.

CARANGUEJA: Verga que se projeta do mastro em ângulo e sustenta a vela ou velas principais em barcos desse tipo de armação tradicional.

CASCO: É o corpo de um barco sem mastros, velas, estais ou qualquer outro elemento que compõe uma embarcação.

CAT: É o tipo mais primário de barco, cujo único mastro fica próximo à proa, carregando apenas uma vela. Espécie de barco ideal para iniciantes.

CONVÉIS: É o pavimento de uma embarcação.

CORRIMÃO: Peça de madeira dos antigos iates que se estendia pela parte superior da amurada.

COSTADO: Parte externa do casco de um barco.

COSTURA DE MÃO: É uma alça que resulta da dobra de um cabo, sendo que o chicote após a formação da alça é costurado no próprio cabo.

CUNHO: Peça de madeira ou metal, onde se prendem escotas ou adriças.

DICIONÁRIO NÁUTICO - Verbete B

BARLAVENTO: Lado de onde sopra o vento.

BEAUFORT: Escala que mede a potência dos ventos de 1 a 12. Criada por Sir Francis Beaufort (1774-1857), Almirante da Marinha Britânica, que durante longos anos prestou serviços como notável hidrógrafo.

BIGOTA: Espécie de moitão chato sem roldana e com furo, por onde passa um cabo. Normalmente usada nos antigos veleiros para esticar as enxárcias.

BOCA: Largura da embarcação, considerando-se, para tanto, sua parte mais larga transversalmente.

BOTE: Pequena embarcação de proa fina e popa quadrada, possuindo uma grande boca em relação ao comprimento.

BORDA: Parte superior do costado.

BORDA FALSA: Parapeito no convés, que visa a evitar a queda de pessoas na água.

BUJARRONA: Vela de formato triangular presa ao estai de proa.

DICIONÁRIO NÁUTICO - Verbete A

ADRIÇA: Cabo que é usado nos barcos com a função de içar velas, galhardetes ou vergas nos mastros.

AMARRA: Denominação dada ao cabo que prende a âncora de um barco.

AMURADA: Parte superior do costado de uma embarcação, que se ergue acima do bojo do casco.

AMANTILHO: Cabo que possui uma extremidade presa no topo do mastro e a outra que se liga a extremidade da retranca, de forma a mantê-la na posição horizontal.

ÂNCORA: Peça com peso proporcional ao peso do barco, que é jogada ao fundo da água com o fim de segurá-lo.

ARMADOR: É aquela pessoa que arma um navio, ou seja, aquela que trata de seu provimento e o explora comercialmente.

ARMAÇÃO: É a forma do arranjo das velas de um barco.

ARQUEAÇÃO: Número que expressa as medidas de volume dos espaços de uma embarcação.

ARRIBAR: Afastar-se da linha do vento. Também entendido como desvio de rota em decorrência de tempestade. Este tipo de desvio é chamado de arribada forçada.

ARINQUE: É o nome conferido ao cabo que se prende a uma bóia na superfície d'água e no fundo, a uma pequena âncora. Nome usual na pesca para localização de redes.

ASA DE POMBA: Termo usado pelos marinheiros dos barcos mercantes à vela, quando a embarcação navega com vento de popa e as velas dos barcos se abriam para ambos os bordos.