sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Maria, bela maria, que caminhavas ao vento
da minha cidade querida. Dama da noite perdida,
nos cabarés, borbulhantes, procuravas mil amores
sem conseguir encontrá-los.
Sentavas às mesas dos bares e conversavas comigo
as coisas da tua vida e após um gole e outro,
partias para o teu destino.
E eu, tentava entender as coisas que não entendia.
Maria bela Maria, que caminhavas ao vento 
da minha cidade querida. Nunca mais te encontrei.
Talvez andes nos portos, nos braços de marinheiros
que não entendem o que dizes. Apenas abraços e beijos
que levas para a casa e relembras no outro dia, gosto amargo.
Maria, bela Maria que caminhavas ao vento
da minha cidade querida. Nunca mais te esqueci. 
És parte dos pensamentos, bebidos nas mesas dos bares, 
dos risos, dos cantos, dos prantos.
És parte da minha saudade, é parte do meu passado.
Maria, bela Maria, onde andarás gora? Talvez aos ventos...




segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

PARA LEMBRAR A JUVENTUDE.


RESPINGOS DE PRATA.

Cheguei em casa agora, 
Encontrei um broto de flor,
Que plantei faz algum tempo.
Nasceu rósea, delicada,
Vou cuidá-la com carinho,
Cantar ao lado dela, baixinho...
Ela se abrirá feliz!
Minha flor é o meu amor,
E eu, sou o grande amor dela!

domingo, 6 de dezembro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

E quando te encontrei, faceira,
dançando com outro na festa,
parti para a minha seresta,
amanheci na quarta feira.
Passou quinta, passou sexta.
E, quando voltei ao baile,
num sábado, enluarado, encontrei
uma loirinha me olhando, sorrindo
faceira, fui tirá-la para dançar.
Colei meu rosto no dela, apertei-a
no meu peito. E, se ainda penso direito,
olhei para a moça passada, (dançando
com outro na festa). Com cara feia me me olhava.
E a loirinha querida me acariciava.
Apertei-a mais no peito, a outra me olhou
de um jeito, pegou seu casaco bonito
e foi procurar outro baile.



RESPINGOS DE PRATA.

Achei meu canto perdido,
nas calçadas, nas madrugadas,
segui cantando baixinho a letra
que havia esquecido e segui
pela noite adentro.
Amanheci, beira de cais.
Cantei meu canto perdido,
falando em lua, amor e mar. 
Fui seguindo pelas ruas,
segui pela cidade a fora,
fui embora e esqueci de voltar.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

No meu Cassino encantado, onde vivi guri, ajudando pescadores com as redes do dia a dia,
ganhava cotas de peixes trocando-as no Ponto Chique, por arroz, açúcar, feijão, café e algum naco de charque. Era bom viver assim.
Nas noites de céu escuro saia a pescar linguados, lanternas de carbureto e fisgas de arame de obras.
Quantos com a tal fisga eu pesquei!
Depois, cansado deitava ao pé dos comoros e dormia, coberto num manto de céu.
Acordava com o sol saindo e os ruídos das lebres, tuco tucos, lagartos e pássaros cantadores.
Seguia então para a escola, na entrada da Vila Siqueira, não lembro mais o nome.
Fui feliz dessa maneira e hoje sinto saudade daquela vida sem hora, vivida entre as areias, os pés enfiados no mar. 
Hoje a saudade é grande!
Fui dono de mim menino, coisa que não explico. Aprendi gosto de sal, de vento de maresia, me formei em solidão.
E assim cresci,  tornei-me um homem. Fui forjado à beira do mar!


sexta-feira, 20 de novembro de 2015

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

E lá na cidade antiga,
encontrava a doce menina,
andando na rua fria.
Eu a seguia ligeiro, sentindo
no ar, cheirinho de alfazema
fresca, delicada.
Envolvente cheiro de amor!
Pertinho de casa um olhar furtivo.
nos meus olhos.
Nunca mais a encontrei.
Até hoje, ao passar na rua fria,
lembro dos olhos de céu,
do cheirinho de alfazema
fresca, delicada, envolvente.
Procurei-a por todo o tempo
mas foi para longe de mim.
O cheirinho de alfazema
fresca, delicada hoje é saudade
imensa.
Em que lugar do mundo andará
os olhos de céu?
Saudades.


quarta-feira, 18 de novembro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Navego em águas, agitadas, complicadas.
Ventos fortes, noites escuras levam o meu sono.
Sigo rumos, sem bússola, mal calculados, errados.
Que as as estrelas Ursa me façam, logo, voltar.
Meu porto, meu cais curtiram a minha partida,
Querem que eu volte, que eu retorne ligeiro.
Vou procurar novos rumos. O sol me fará voltar.
Quem sabe os ventos, nas velas enfunadas, 
se tornem camaradas e me me orientem o norte
novamente. Vamos meu barco vamos, segue os
rumos do horizonte, segue os conselhos do mar.
Leva-me de volta aos braços da velha alegria.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

E quando acordei na noite, pós
anestesia, que me  maltratava,
num clarão enxerguei teu rosto
Iliuminado, como sempre sorrias.
Beijaste meus olhos e depois te foste.
Entendi aí, o sucesso da grande cirurgia.


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Uma estrela maior que o sol,
brilha ao leste do Cruzeiro do Sul.
Longe, desaparece no universo.
Alfa centauro, a estrela guia 
que cuidou e cuida de mim.

LINDÍSSIMO! O MELHOR QUE JÁ OUVI!


terça-feira, 20 de outubro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

"O céu, a noite, a lua,
O mar, uma ilha 
E nessa ilha tu.
Ou apenas tu, 
Sem o céu, sem a noite,
Sem a lua, sem o mar,
Sem a ilha."

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Ai, a madrugada que ouviu meu canto,
cantou comigo todo o seu encanto,
e agora encanta o meu amanhecer.
Pela noite toda me acompanhou,
me acarinhou, o dia então se alegrou,
como quem quer ouvir tudo de novo.
Ai, a madrugada que ouviu meu canto,
cantou comigo todo o seu encanto,
e agora encanta o meu amanhecer.
Vou querer o dia chegando de manso
meu canto vai trazer a noite toda,
para encantar as outras madrugadas.
Ai, a madrugada que ouviu meu canto
Trouxe de volta  a tua alegria,
o teu carinho todo o teu amor.
Fica aqui comigo, pela noite toda
Quero carinhos, beijos de amor.
Quero acordar no teu amanhecer.


sábado, 10 de outubro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Passaste perto de mim,
Sentiste meu amor por ti.
Ficaste alegre e calada.
E foste embora de nim.
Quero que voltes agora.
Fica perto do meu peito,
Fala bem perto de mim.
Beija minha boca dengosa,
Carinhosa, de beijos sem fim.



RESPINGOS DE PRATA.

Foi um amor, que chegou, ligeiro,
querido, faceiro, perto de mim.
Chegou assim, à vontade, cantou,
e dormiu ao meu lado.
Acordou ligeiro! Perto de mim.
Amores alegres, assim, são amores
passageiros. chegam e partem
ligeiro.
Que sigam pelas estradas, pelos tempos.
Pelos carinhos sem fim.




segunda-feira, 5 de outubro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Essas moças, belas moças.
Dos meus carinhos sem fim.
Essas moças que cantavam, 
Músicas lindas pra mim.
Os meus sonhos, escutavam
Os violões, tocando, assim...
Eu sonhando, ouvia versos,
Carinhos perto de mim.
Essas moças, belas moças.
Dos meus amores, sem fim.


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Era um jovem que na praia,
ouvia o silencio do mar,
O horizonte sem fim, 
a brisa fresca na cara, a
areia tocando mansa.
Procurava o fim do mar, 
Sem encontrar.
O tempo passou ligeiro e procurando
o horizonte, envelheceu a esperar.
Nunca mais voltou à praia, passou pela vida
A sonhar, passou pela vida a esperar.
O grande amor esperado, morava, 
Muito além do fim do mar...

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Hoje, lembrei, teus beijos,
Das noites que te amei.
Lembrei carinhos, teu corpo,
Tuas mãos em mim.
Teu sono, deitado no  peito,
falaram segredos nossos.
Hoje, lembrei dos teus beijos,
Das noites de tanto amor.
Saudade louca, Sem os teus carinhos.
Tuas mãos em mim me fazendo quieto,
Teus sonhos, segredos sem fim.
Outra anda perto de mim.
Muito perto de mim.
Mas a saudade malvada, de ti
não acaba, fica guardada, 
dentro de mim.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

ESCRITO PARA UM GRANDE POETA DA MÚSICA.
Olhar envelhecido, ouvido esperto, sorriso delicado, 
dedos desgastados pelo aço das cordas das guitarras. 
Lembrando as letras das  músicas, companheiras das 
vidas dos cantadores. Tocavas para os amigos,
sentado, à mesa do bar, com a turma que ouvia
o teu passado tão presente. Amigos quietos, ouvintes inveterados, 
dos dó, ré e sei lá, as outras notas tocadas pelo grande mestre.
Todos degustavam as histórias, contadas por ti.
Um dia, te foste. Partiste de manso, não avisaste ninguém.
Foste embora, após  um mi bemol, da última manhã, dos contos, 
encantos e cantos. 
Um abraço meu amigo, não tiveste tempo de te
despedir de nós. Partiste com os carinhos das mesas 
do bar e dos ouvidos quietos que quietos ouviam as histórias,
as harmonias, musicais sem fim, mais os teu acordes dissonantes. 
Um abraço, grande amigo, de todos nós. 
Os amigos da mesa do bar, continuarão por muito tempo sem esquecer de ti, 
grande mestre, grande companheiro.
A mesa , ao lado da porta de entrada do bar, continuará só, amigo
RAUL LIMA.




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terça-feira, 15 de setembro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

E o meu barco sem destino,
Procurou portos seguros, sem encontrar.
Um dia, aportou em algum lugar, cantou,
Fez versos, depois navegou em alto mar
Pelas noites sem fim.
E o meu barco sem destino,
continuou assim. Resolveu não voltar.





segunda-feira, 14 de setembro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Quando eu lançava na água,
As minhas linhas de pesca 
E o o peixe não vinha.
Quieto, ouvia as canções do mar.
A noite, amiga, não dormia,
Me abraçava, me cuidava,
Me entendia,  me ouvia. 
Eu sussurrava baixinho,
As músicas da minha vida.
Felicidade que não volta mais.


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Minha velha gaita de boca, SONHADORA, 
que me fizeste  sonhar...
Foste a grande companheira das navegadas
noturnas, com as luas cheias na proa.
Seguias pelos meus rumos com afinação delicada
E o velho Guaxo singrava, dançando com o teu canto
que a grande Lagoa, aplaudia, encantada.
Minha velha gaita de boca, SONHADORA
que me fizeste sonhar...
As navegadas se foram, o velho GUAXO se foi.
E tu, velha companheira, fica cuidando de mim.
Quem sabe possas tocar, para o velho dono sonhar 
e seguir outros caminhos, muito longe, além do mar...
Minha velha gaita de boca, SONHADORA,
que me fizeste sonhar...

RESPINGOS DE PRATA.

Hoje perdi um amigo Um grande amigo, dos mais chegados.
Morreu Raul Lima, violonista, guitarrista, violinista dos melhores.
Tocou por todo o tempo com o conjunto Norberto Baldauf, que fez
o sucesso das noites de bailes pelo Brasil.  Raul partiu aos 91 anos.
Quase todas as semanas encontrava-o no Bar América, no Moinhos de Vento.
Amigo de todos, conselheiro, delicado, brincalhão era alegria da turma
quando chegava,  comendo seu pastelzinho que pegava na churrascaria ao lado.
Sentava e contava suas, mil historias das noites, maravilhosas, de um grande músico.
Às vezes pegava um violão, desses que andam soltos nos botecos da vida
e a coisa começava.
O Bar América, a partir de hoje, não será mais o mesmo. A mesa ao lado 
da porta, estará vazia. Sentiremos falta do nosso irmão, mais velho, querido.
Agorinha, nesse momento, escutei-o falando: "Sérgio, canta Primavera."
Eu cantarei, acompanhado de harmonias incríveis de um violão encantado.
Meu velho amigo, espera-me por aí. Um dia juntos com Touguinha, 
Canela, Léo Veloso e outros faremos bailes, maravilhosos, para os 
anjos dançarem noite toda, por todo o tempo.





quarta-feira, 9 de setembro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Tentei escrever um poema para vocês, amigos.
Esqueci o assunto e adormeci.
Quem sabe, na calada da madrugada eu consiga
lembrar de tudo ou quase ao amanhecer, cante:
"Existiria a verdade, verdade que ninguém vê.
Se todos fossem no mundo iguais a vocês."

terça-feira, 8 de setembro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Cantei coisas pela vida, tangos, boleros sem fim.
Cantei coisas pela vida, amores, e outras cositas, más!
Foram cosas heridas, que en mi vida se quedaran.
E se quedaran em mi, agarraditas,  no más.
Meu jeito meio castelhano é um jeito bueno de querer.
Quando perto de mi muchacha, que me beija e canta coisas,
Fico quieto e espero que ela adormeça agarradita em mim.
Acordo no outro dia sussurrando, te quiero, te quiero, mucho!



sexta-feira, 21 de agosto de 2015

RESPINGOPS DE PRATA.

Sou um senhor, que observa quase tudo.
Saio pelas ruas a conversar com pessoas que não conheço,
vocês sabem sou daqueles velhos, chatos que procuram falar
coisas que necessitam ser faladas e, quase sempre chamado de gagá.
Minuto a minuto, conheço mais alguém, diferente de 
todos com quem já falei e aprendo um pouco mais
do que aprendi, de tudo que vivi.
Sou um senhor que observa tudo. 
À noite,  no meu descanso, decodifico o que ouvi
e rio, satisfeito, comigo.
Tantas coisas bonitas ouvidas! Avalio quem as falou e
avalio a mim que ouviu, tudo, e gostou.
Agora vou dormir meus amigos, amanhã é um novo dia.
Volto às ruas para aprender e ensinar mais um pouco.
Sou um senhor que observa quase tudo.
Quero aprender mais um pouco com os mais jovens, 
são sábios, também.


quarta-feira, 12 de agosto de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Poesia em mim nasceu assim,
Areias, praias, mares, amores.
Meu coração envelheceu assim, 
Meu coração, saudoso que explodiu
Em paixões um dia, anda quieto, me aconselha:
"Senta num bar, canta e acarinha o teu violão. 
Segue os conselhos das tuas canções, fica por lá.
E deixa que a madrugada te leve pela mão."




sexta-feira, 7 de agosto de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Gostaria de homenagear um pai! Eu!
Um pai chato, briguento, rabugento, falando
a toda a hora coisas cansativas.
Sou um pai chato, mas um pai querido...
Nos finais de semana , em algum lugar,
nos juntamos, meio de longe, nos olhando e
depois nos chegamos.
Sou um pai chato, briguento, rabugento.
Quero continuar assim. Quando a tardinha
do domingo chegar, se todos perto de mim,
que maravilha! Me aprenderam e eu os aprendi.
Eu sou assim! Um pai chato, de amor sem fim.
Quero eles todos, sempre, pertinho de mim,
com muito amor! E que venham os netos!



quarta-feira, 5 de agosto de 2015

RESPINGOS DE PRATA

E, nas madrugadas das minha dores, acordado, relembrei das noites sem fim. Das músicas, em Rio Grande, com o Bossa Sul, das madrugadas com o Primo em Porto Alegre e por lugares, nunca antes navegados, pelos países do sul, com tantas músicas bonitas e, matematicamente, bem trabalhadas.
Tocamos, cantamos coisas inesquecíveis, nos clubes,  com seus estrados e palcos iluminados. 
Fomos os atores das noites do Rio Grande, do Rio Grande do Sul e de todos os lugares, emprestando e oferecendo carinhos à casais enluarados. 
Eu, de longe, observava como mexíamos com a as fantasias de todos nas noites dançadas, projetando fins de noites, para eles, fantásticos.
As músicas cantadas e tocadas, os arranjos, eram de um bom gosto incrível. Quando o salão enchia com os rostos grudados, entendíamos os nossos objetivos alcançados.
Centenas de músicas tocadas, centenas de beijos flagrados e no final do baile o pessoal pedia, que a festa não acabasse.
Meus colegas músicos lembram disso. Hoje, a memória de um senhor, músico, é assim. Espero não esquecer de nada e espero que não esqueçam das belas músicas, perfeitas, que tocamos e que fizeram tanta gente sonhar.


terça-feira, 14 de julho de 2015

COISAS DO MAR...


RESPINGOS DE PRATA.

Mar que murmura músicas aos meus ouvidos, 
para que eu lembre de algum lugar, de algum amor... 
Pede ao vento que traga o perfume dela. 
Nem que seja por um só momento.

RESPINGOS DE PRATA.

Que o sol quente e claro,
que iluminou a minha juventude,
continue iluminando e aquecendo
as lembranças felizes, na minha velhice.

domingo, 5 de julho de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Deitei a cabeça no teu peito, não adormeci.
As batidas, os anseios do teu coração,  
os teus carinhos, gritaram alto pela noite toda.
Desse jeito, morro de amor!



sexta-feira, 3 de julho de 2015

RESPINGOS DE PRATA

Lá na Xavier sentado com as madrugadas quietas, num banco qualquer, pensava nas coisas de rapaz. Horas e horas com as noites conselheiras e a solidão da cidade. Horas de pensar, de lembrar, decidir. Pensei e decidi na noite tarde, parti um dia, para não voltar. E não voltei.
Certo dia vim visitar a minha praça e não encontrei mais a amiga de sempre, com o meu banco de sempre, com a maravilha das noites estreladas, as lembranças, os poemas que escrevi sentado lá e que se foram, as caminhadas nas noites sem fim, procurando  namoradas.Tudo estava lá, quem mudou fui eu. Por lá deixei meu porto maravilhoso. Quero voltar  outra vez, sentar no mesmo banco da praça querida e lembrar de tudo. Praça da minha memória sem fim, praça da terra que quero tanto, praça dos meus carinhos, das oliveiras majestosas, lindas!
Praça  dos meus sonhos, dos meus amores, da Voz do Poste, da  bela e antiga prefeitura dos desfiles dos colégios com suas bandas!
Praça que mora em mim, fica por aqui para que eu relembre , sempre, um dos poucos tempos, que fui feliz.







segunda-feira, 22 de junho de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

A noite,  me fez dormir agarrado em ti.
Teu calor, teus carinhos, me enlouqueceram.
Louco por teus beijos, louco por teu amor.
Vem para o meu lado, numa nova madrugada.
E que, todas as madrugadas, me façam louco.





domingo, 21 de junho de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Noite fria, tu agarrada em mim,
continua assim, me aquece!
Me aquece com carinhos, 
não deixa que eu durma.
Faz com que eu te esquente
pela madrugada,  que 
amanheçamos assim.
Sem cobertas, apenas carinhos
leves, de corpos suados, cansados.


sexta-feira, 12 de junho de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Passei mil vezes por ti e não me olhavas.
Passavas e não sorrias para o meu sorriso.
Quantas vezes não  percebeste 
que eu por ali andava, te amava, te queira.
Inexplicáveis amores de apenas um.
Dia dos namorados! Hoje lembrei de ti.
Mais uma vez pensei em te encontrar
para dizer coisas, que nunca consegui falar. 
Mas, meu silêncio é eterno, sou longe de ti.
Minhas palavras, são segredos do silêncio.



segunda-feira, 8 de junho de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Viajei pelos tempos, velocidade da luz. 
Adormeci criança, acordei adulto.
Mas envelheci devagar, de vagar. 
Conheci o mundo que quis, viajei,
 e voltei um dia.
Aprendi coisas, com o mar nas calmarias.
Hoje lembro, na quietude, o que deixei para trás. 
Pena... Deixei beijos, abraços, carinhos, soltos pelos
caminhos que nunca mais encontrei.
Conheci o mundo que quis, viajei, e voltei um dia.
Mas, em algum lugar esqueci o amor.
Viajei, viajei, vivi, e esqueci de ser feliz.










ESSAS COISAS QUE TEMOS QUE OUVIR SEM PARAR.


quarta-feira, 3 de junho de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Vou deixar meu violão, em algum cantinho da sala.
Ela dirá, delicada, canta coisas para mim.
Cantarei carinhos, almas e tangos.
Talvez, um samba canção de Noel...
Depois, ela adormecerá, cansada de mim.
Saio, para a madrugada, não sei se volto. 
Minhas noites,  são assim. Procuro carinhos
Que não adormeçam e que não tenham fim.







terça-feira, 26 de maio de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Ah, se não fosse a idade
eu buscava a saudade que deixei ali.
Mas os meu cabelos brancos, 
caminhados pelos tempos, cismam em me impedir.
Saudade da vida e  amores navegados na Lagoa
que eu nunca, mais, esqueci. 
Das tardes, das madrugadas, ventos luas encantadas,
nunca mais voltei ali.
Amo a terra dos coqueiros, da lagoa que é lindeira
das águas lá do mar. Amo, as praias, as figueiras,
o Velhaco rio matreiro, que a Lagoa vem beijar.
Ah, se não fosse a idade...

sexta-feira, 22 de maio de 2015

RESPINGOS DE PRATA

E os segredos que guardei na vida,
escondi-os bem.
Um dia abrirei minha caixa de surpresas
para rever os amores, que ficaram quietos.
por todo o tempo.
Continuarei guardando-os, em mim
com carinhos, com meu silêncio sem fim.




sábado, 16 de maio de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

E, se eu pudesse fazer serestas
em noites de lua cheia sobre o mar,
faria com meu violão, mal tocado,
cantaria coisas que só o mar e a lua
entenderiam.
Depois deitaria num comoro de areia
macio, ao lado dela, até que a madrugada,
de sol avermelhado e manso chegasse.
Acordaria, para amar um pouco mais ou
muito mais, muito mais...
Depois um belo banho de mar.
Cassino, grande amigo discreto.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Às vezes, à noite, começo a sonhar.
Te chamo baixinho, bem baixinho
mas dormes, sem me escutar.
Às vezes, acordas, sedenta, nas
madrugadas, teus abraços e beijos
falam coisas e não consigo acordar.
E vais levando o teu jeito, malandro
de me pedir amor.
Acordo, do meu sonho, e não estás.


quarta-feira, 29 de abril de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Velejei nos teus olhos azuis,
briguei com  ventos fortes e 
encontrei as calmarias do
teu oceano, em lugares  distantes.
Procurei portos seguros na tua alma
e aproei ao vento, perene, na lua cheia.
Ancorei meu barco num lugar profundo
dos teus carinhos e, enamorado, perdi
a vontade de voltar ao mar. 
Ancorei meu barco, nos teus olhos azuis e
neles fiquei. 
Nunca mais naveguei...




segunda-feira, 27 de abril de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

A gente caminha pela vida, lembrando, sorrisos,
os ventos passados alegres levados nas horas, no tempo...
Lembrando estradas, andadas, carinhos vividos, ficados 
ou, até mesmo, solidões choradas.
A gente anda por aí, procurando alegrias, coisas
para guardar grudadas no peito ou deixá-las
soltas na vida e encontrá-las depois,
num abraço apertado, num beijo sem fim.
Que os caminhos da vida sejam, sempre, assim...






segunda-feira, 20 de abril de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

E quando senti teu calor aquecer o meu peito,
procurei teus beijos para esquentar minha boca,
minha alma. E os teu beijos quentes, fizeram segredos 
e gozaram, num poema de amor.

segunda-feira, 30 de março de 2015

OUTONO KOREAN.


RESPINGOS DE PRATA.

Lagoa das areias brancas, das figueiras 
centenárias, das águas claras, azuladas, 
das noites de estrelas sem fim, das velas enfunadas.
Lagoa dos meus sonhos, dos meus amores. 
Lagoa mágica, pedaço escondido de mar.
Lagoa que acarinhou minha alma por todo o tempo.
Não consigo te esquecer, não consigo te esquecer,
Lagoa dos Patos. "Mar de Dentro".

LAGOA DOS SONHOS.

sábado, 21 de março de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

"Contenta-te com poucos amigos.
Não busques prolongar a simpatia
que alguém te inspirou.
Antes de apertares a mão de um homem,
considera se ela um dia não se erguerá
contra ti."

Omar Kháyyám.

sexta-feira, 20 de março de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Quero beijar teus lábios, como quem sorve cálices
de vinhos tinto, pelas noites sem fim.
Nossa sede eterna é insaciável. 
Nossa taverna será, sempre, a madrugada.

quarta-feira, 18 de março de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Quando conversares com alguém,
observa bem os olhos deste alguém.
Eles responderão todas as tuas dúvidas.
Os olhos, falam as verdades da vida.

sábado, 14 de março de 2015

MAR REVOLTO E DELICADO.


RESPINGOS DE PRATA.

E os deuses criaram os oceanos que os homens tentaram dominar.
Os oceanos mostraram os perigos sem fim mas mostraram
o fascínio da solidão, o fascínio das águas, o fascínio das aventuras!
Portanto amigos, saiamos para o mar. Deus nos ofereceu a terra para
vivermos, eu continuarei no mar.
"Navegar é preciso, viver não é preciso!"

domingo, 8 de março de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Quando o dia, tentou amar a noite,
no horizonte, segredou à lua: Impossível!
Nossos abraços são gelados ou ferventes,
os beijos, pedras de gelo incandescentes.
Nosso amor é impossível! 
Ao que a noite respondeu: a lua é assim.
Abriga, sempre, os inconstantes.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Colhi estrelas nas noites,
Colhi amores distantes,
Guardei ternuras no tempo.
Restou-me fome de portos, de cais
E as saudades das partidas sem fim.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Certa feita, te encontrei faceira,
Sorriso aberto, olhar trigueiro,
Querendo estar perto de mim.
Eras enluarada, como a música cantada.
Teu olhar discreto, percebeu o meu olhar.
E foste para  algum lugar que não sei...
Minha saudade te quer perto, faz tempo.
Não mais voltaste, não  mais te encontrei.
Hoje te espero, sempre, com o gosto amargo
Da ausência, do amor, perdido, sofrido.
Talvez voltes, num destes sonhos malucos.
Para essas noites, que esperam o teu brilho.




quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Não quero continuar como sempre fui. Afinal estou envelhecendo. 
Quando fui serio sofri, quando alegre, não me entenderam. 
Hoje sou um alegre serio, quase sempre.
Agora, quero mudar. Estes amigos de tapinhas nas costas, que falam
que estão aprendendo a envelhecer, enchem o meu saco, como se 
envelhecer nos faz obrigados a aprender. O envelhecer chega e não 
pede licença. Outros falam! "Como estás bem para a tua idade!" Como
se a idade que a gente tem fosse uma coisa, tão, maravilhosa e o tempo 
passado fosse uma droga.
Até que não foi ruim mas, preferiria estar nascendo agora.
Que nada amigos! Envelhecer é, apenas, passar o tempo e na reta da chegada
ter um pouco mais de folego para uma honrosa fita azul. Folego para continuar
ouvindo belas músicas, ver coisas bonitas, tomar uma cervejinha, ou duas, 
ou três, às vezes piscando o olho para uma moça bonita e arriscar um poema.
De vez em quando olhar o horizonte e lembrar com carinho o passado e saber,
 que daqui a pouco voltarei,  
novamente criança.




sábado, 14 de fevereiro de 2015

RESPINGOS DE PRATA.

Quando me emprestaste a alma por um momento,
Pensei, muito,  por longo tempo.
Depois te entreguei meu coração e dele cuidaste.
Te perdi em algum lugar que não consigo encontrar.
Quero meu coração de volta. Troco-o pela tua alma.
Talvez, assim, nos conheçamos mutuamente.




MÚSICA E LETRA DE GÊNIO.


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

RSPINGOS DE PRATA

Quero andar muito pelo tempo,
Para te encontrar em algum momento.
Passar a mão no teu rosto,
Beijar de leve os teus lábios,
Falar aos teus ouvidos coisas quietas,
Muito minhas, muito tuas.
O depois, será apenas nós dois.

BEE GEES & CELINE DION


TONY BENNETT ANDREA BOCELLI


RESPINGOS DE PRATA

Quantas noites dançadas, 
Os rostos levemente colados,
Levemente suados,
Separando-se à cada instante.
Os dedos entrelaçando-se, apertados
Num sim apaixonado
Tudo continuava na festa baile,
E as coisas aconteciam. 
Saudade!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

COMO PREPARAR ROLLMOPS


LEITURAS DE BORDO.

Comparem amigos a vida sem corrupções na Suécia, com o nosso "querido" Brasil de hoje.
Sugiro o livro: UM PAÍS SEM EXCELÊNCIAS E MORDOMIAS.
Autora: Jornalista brasileira, Claudia Wallin - Editora  Geração.
Somos ainda Tupiniquins!

ERNESTO CORTAZAR ALONE AT SEA.


RESPINGOS DE PRATA

Meu coração vagabundo é filho do mar, das lagoas, dos ventos, dos céus estrelados,
do sol queimando o rosto, das tainhas, dos camarões, dos vinhos, das velejadas, dos
portos, das violadas.
Meu coração  vagabundo é marinheiro me faz prisioneiro da vida navegada de  cais 
em cais. Me orienta pelo mundo.
Não voltarei jamais.

Ernesto Cortazar - Eternity.


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

RESPINGOS DE PRATA XXXII

Eu era um menino, calça curta,  de cabelo arrepiado quando fui morar na Palma, lá no interior de Arroio Grande. Lá, onde o mundo perdeu seus limites, onde os Matarazzo resolveram criar  minas de calcário. Estudei por lá muito tempo, numa escolinha municipal, com três salas e um banheiro de madeira, apenas, mas com ótimas professoras. Morávamos longe e ao invés dos sonhos das bicicletas, ganhei uma petiça tubiana, era muito mais barato. E na vida de menino solitário, aprendi a viver assim, eu para a vida, a vida para mim. Passei muitos anos, galopando ao frio intenso, minha cadelinha, fox, correndo ao meu lado. Nos fins de semana vendia os pastéis (pastéis de carreira), recheados de dobradinhas baratas, que minha mãe fazia, para vender nas corridas de cancha reta. Delícias que poucos conhecem. Quantas brigas, quantas barrigas vazadas por facas uruguaias, eu vi naquele lugar. E quando tudo acabava, à tardinha, pegava os meus caniços e enchia a nossa cozinha de lambaris e traíras. Sempre pensando em Laurita, moreninha de olhos verdes, com cheirinho  de flor de laranjeira.
Desde guri eu fui assim, sempre procurei os meus sonhos.  Nas horas de solidão, enchia minha vida de lembranças e das coisas que projetava  para mim. 
Um dia voltei para Rio Grande. Despertaram novos sonhos, e o mar tomou conta de mim.
Desde guri eu fui assim, não tenho medo de nada, aprendi quase tudo, pois, ninguém aprende tudo na vida.
E fui seguindo por aí, do jeito que sempre fui. 
Hoje desenho sonhos de saudades, de lembranças sem fim. Vou seguindo minha vida com todos os amigos que, ainda "moram" por aqui e com os amores que nunca esqueci.
Meu cabelo é liso e branco, não é mais arrepiado, minha petiça morreu, minha barba cresceu, Minhas lembranças guardadas, são sem fim. Sou um jovem velho.
Aprendi a ser assim.




sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

NAVEGA CORAÇÃO - KLEITON E KLEDIR


RESPINGOS DE PRATA XXXI

Navegar é procurar sonhos e não encontrar.
É passar no tempo, procurar horizontes
e só encontrar, mar, mar, mar.
Navegar é procurar estrelas sem alcançar
e não saber explicar.
Navegar é navegar, é lembrar, lembrar...
"Navega coração as águas deste mar
 voa coração pra lá do arco íris..."